Menos dramático até do que os asfaltos esburacados por toda a cidade (menos a zona sul, lógico), os carros de R$70 mil que os vereadores da nossa amada cidade aprovaram para eles mesmo e depois voltaram atrás (e não é que ainda existe um pingo de vergonha na cara desses sujeitos?) ou os caça-níqueis espalhados por toda parte com um simpático apelido de "pardal eletrónico", que têm muito mais o papel de rapar o bolso de motoristas destraídos do que organizar o trânsito e evitar acidentes.
Algo banal, na verdade. Há meses atrás me surpreendi ao ver que alguns ônibus estavam iguais. Não estavam mais em suas cores originais, mas em cores sóbrias e com o brasão da prefeitura. Legal ver um ônibus vindo ao longe e não saber se é o seu. A minha teoria de que os caras que gerenciam o transporte público nunca entraram num ônibus só se fortifica com o tempo. Mas como se não bastasse, agora os ônibus decidiram mudar os números!
Como assim? Escrevo esse texto de dentro do 371, que até ontem era 284! Só os que eu decorei, o 260 virou 360, o 241 agora é 341 e o 690, 692, além de muitos outros! Juro que nunca mais falo nada se alguém me apresentar uma razão coerente e digna da minha compreensão para essas mudanças. E se ainda mudassem para números parecidos, mas não, por que facilitar se podem dificultar?
Imagino o Eduardo Paes e Amor com uma lista de linhas de ônibus em mãos, escolhendo seus novos números: "Hum... 269? Coloca aí, 380! 456 agora é 455 e o 455 passa a ser 171, em minha homenagem. 128? Bem, esse sim vai ser o 269. 457? Coloca 007, tipo James Bond..." E o salário ó...!
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